quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Biblioteca pública facilita a aprovação em vestibulares

Os freqüentadores são moradores desde arredores do bairro São João até cidades vizinhas como altos

Em toda boa família, pais esforçam-se no trabalho diário para sustento de seus filhos, tomando como prioridade a educação. Em muitos casos, pagam caro nos melhores colégios. O karma é: estuda-se até o ensino médio em escolas particulares para que se tenha maior possibilidade de aprovação em vestibulares de faculdades públicas – as melhores do estado do Piauí. No entanto, em alguns casos, o esforço do estudante, aliado a um empurrãozinho extra de bibliotecas públicas como a Abdias Neves, do São João, entre outras, aproxima ainda mais o jovem ao acesso a curso superior.

Para Marta Maria Alves, de 17 anos, o histórico escolar foi diferente do convencional. A garota estudou a vida toda em colégios públicos e acaba de ser aprovada, em primeira viagem, nos vestibulares da Universidade Federal do Piauí e da Universidade Estadual do Piauí, as únicas para as quais fez teste de admissão.
Um dos motivos é que ela, muito esforçada e estudiosa, abdicou de várias atividades para dedicar-se exclusivamente ao temido vestibular, passando horas de seu dia sentada nas mesas da Biblioteca do São João, mantida pela Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Odontologia na UFPI pelo PSIU (Programa Seriado de Ingresso à Universidade), enfermagem na UFPI pelo ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e enfermagem na UESPI. São os cursos em que Marta tentou e obteve aprovação. Outros consulentes da Biblioteca São João também obtiveram aprovação nas universidades públicas em cursos como direito, computação, jornalismo, biomedicina, biologia, matemática, relações públicas, letras português, pedagogia, economia, história, fisioterapia e geografia.

Entre 80 a 90, às vezes, até 150 consulentes, visitam a biblioteca diariamente, que funciona das 8h às 18h, sem interrupção para almoço. Os freqüentadores são moradores desde arredores do bairro São João, como Bairro dos Noivos, até o Dirceu Arcoverde e bairros da zona sul como Três Andares e Cristo Rei, e até mesmo de outras cidades, como Altos e José de Freitas.

A biblioteca possui um acervo com 30 mil exemplares, entre livros infantis, técnicos, periódicos e enciclopédias, além da assinatura da Revista Superinteressante, tudo adquirido exclusivamente por meio de doações. “Nosso acervo é renovado graças a doações, pedimos a todos que não deixem livros em desuso. Livro fechado é livro morto. É essa doação que possibilita o nascimento de novas ‘Martas Marias’”, pede Rosângela Mendes, coordenadora da biblioteca."
Publicado originalmente http://180graus.com/cultura/biblioteca-publica-facilita-a-aprovacao-em-vestibulares-405521.html

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Paixão pela profissão

A colega Emilene da UFSCAR é outra bibliotecária apaixonada pela profissão. Confira aqui a entrevista dela.

"Livros e bibliotecas são paixões da minha vida"

Conheça um pouco do trabalho do colega Claudio Matsumoto, figura conhecidissima em Araçatuba pela competência e paixão pela profissão.


"Livros e bibliotecas são paixões da minha vida. Desde que me entendo por gente, minhas lembranças da infância e juventude sempre estiveram presentes em meio a livros e biblioteca. O amor que tenho pelos livros sempre compartilho com os meus filhos."Sempre falo para alguns colegas bibliotecários quando eles ou elas estão desanimados: "Tenha orgulho e paixão em ser bibliotecário"
O bibliotecário Claudio Hideo Matsumoto CRB-8/5550 já trabalhou nas Bibliotecas Escolares do SESI em Marília e em Araçatuba, além de instituições de ensino particulares. Hoje atua na biblioteca da UNESP, Campus de Araçatuba.
Veja a reportagem completa

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A importância da biblioteca na educação para a cidadania

O Proler/BS-UNISANTA têm o prazer de convidar para a Palestra: “A importância da biblioteca na educação para a cidadania” com Maria Christina de Moraes Tavares

Sobre a palestrante: Especialista do Proler Nacional, bibliotecária, pedagoga, ex-diretora do Departamento de Bibliotecas Infanto Juvenis da Prefeitura Municipal de São Paulo, consultora do Instituto Brasil - Leitor.

DIA: 15/03 HORÁRIO: 9 horas
INSCRIÇÕES: tel: 3202-7100 – ramal 128 -
VAGAS LIMITADAS

LOCAL: Consistório da UNISANTA - Rua Oswaldo Cruz, 277 – Santos
* Haverá certificado de participação

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Além da sustentabilidade

"Paulo Nassar

Uma pesquisa recente da ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) revela que no universo das 500 maiores empresas atuantes no Brasil, as de origem brasileira são as que mais trabalham de forma organizada as suas histórias. Entre essas empresas nacionais se destacam Odebrecht, Petrobras, Votorantim, Natura, Embraer, TAM e Gol. Todas possuem estruturas e profissionais especializados em trabalhar as suas memórias técnicas e institucionais, com objetivos de transformar registros, documentos, fontes orais, material iconográfico e audiovisual em mensagens demandadas por suas áreas de pesquisa e desenvolvimento, marketing, gestão de marca e comunicação, recursos humanos, entre outras. É um trabalho mestiço que reúne historiadores, museólogos, bibliotecários, relações-públicas, jornalistas, publicitários, escritores, designers, documentalistas, arquivistas, analistas de sistemas. É mais um exemplo da comunicação empresarial como uma área de trabalho muito além das ações de relacionamento com a imprensa. Esse trabalho multidisciplinar ganha uma expressão comunicativa expressa em produtos como museus empresarias, exposições, publicações, contação de histórias (storytelling) e produções audiovisuais.

O valor da memória

Estas empresas brasileiras descobriram o valor de seu patrimônio histórico quando ele - não transformado em ruínas - transforma-se em conhecimento que diferencia uma determinada empresa frente aos seus concorrentes, mostrando o que ela tem de genuíno, singular. Um conhecimento - que muitas vezes não é explícito e para aflorar, ganhar expressão frente a milhares de empregados, comunidades onde essas empresas estão inseridas e frente à sociedade - precisa ser prospectado nos materiais coletados por historiadores e comunicadores em entrevistas com os fundadores, gerentes, trabalhadores, clientes e, também, com outros elos de uma extensa cadeia produtiva.

Quando uma empresa esquece suas memórias, encravadas em suas histórias, ela cinde-se com uma parte importante de sua identidade. O presente como pensava Gilberto Freyre, quando criou a idéia de tempo tríbio é indissociável dos tempos passado e futuro. A empresa não é um empreendimento se posicionada em uma bolha de instante.

A idéia de cultura organizacional é inviável em organizações que não respeitam a sua história e memória. Uma história e memória que são também histórias e memórias sociais. Vejam que quando estamos falando de empresas brasileiras como as citadas no início deste artigo, falamos também da história e da memória de setores como os de infra-estrutura, petróleo, cimento, papel e celulose, higiene e beleza, aeroespacial e transporte aéreo. Nesses casos, além de trabalhar os seus patrimônios históricos com fins especificamente empresariais, essas organizações têm disponíveis para a sociedade e para a comunidade acadêmica um arsenal de narrativas que mostram as suas utilidades e alinhamentos sociais e outros elementos simbólicos fundamentais para a legitimação de suas ações nos âmbitos sociais, econômicos, ambientais e culturais.

A expressão sustentabilidade, de tão usada e abusada pela comunicação e marketing das empresas é vista com desconfiança social crescente. Essa má percepção só pode ser superada pelas organizações que tem responsabilidade histórica, chancelada por boas memórias oriundas de seus públicos e sociedade, principalmente em relação aos seus comportamentos comercial, social, econômico e cultural."
Publicado originalmente http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4952828-EI6786,00-Alem+da+sustentabilidade.html

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Galeno Amorim: "Falta de dinheiro não pode ser desculpa"

"Reforma de prédio bicentenário e livros mais baratos são bandeiras do presidente da Biblioteca Nacional
EPTV.com - Rodolfo Tiengo
É unânime a assertiva de que o desenvolvimento de uma sociedade passa obrigatoriamente pelas ações públicas voltadas para a educação. Porém poucos são tão pragmáticos sobre o poder da leitura na formação intelectual e cidadã como Galeno Amorim.

Incontáveis são os projetos que o jornalista ribeirãopretano de 48 anos, o mais novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, liderou no que tange o estímulo à busca pelo precioso conhecimento guardado nos livros.

Além de dirigir o Observatório do Livro e da Leitura e de ter publicado 16 obras, ajudou a criar o Plano Nacional do Livro e da Leitura, do governo federal, além de ter dado contribuições sobre o tema em comitês da Unesco e da Organização dos Estados Ibero-Americanos. É também um dos fundadores da Feira Nacional do Livro de Ribeirão, que está comemorando dez anos.
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Ler e Escrever é Preciso

Vem aí a sétima edição o Concurso Cultural: Ler e Escrever é Preciso, do Instituto Ecofuturo.

O tema "Vamos cuidar da vida”, pretende levar crianças, adolescentes e jovens a expressarem, através de uma redação, como acreditam que a vida possa ser cuidada.

As inscrições vão do dia 1 de março de 2011 a 30 de junho de 2011.
Podem concorrer alunos do ensino fundamental I e II, ensino médio, EJA, professores, bibliotecários, atendentes de biblioteca e demais funcionários desse tipo de estabelecimento e educadores sociais.

Serão 60 (sessenta) redações avaliadas e premiadas com:

- um notebook;

- uma coleção de clássicos da literatura;

- certificados;

- troféus;