terça-feira, 3 de julho de 2012

Informação pública e as bibliotecas

Por LUÍS MILANESI, EM TENDÊNCIAS/DEBATES NA FOLHA DE SÃO PAULO 2.7.2012

O papel da biblioteca não deve ser só emprestar livros, ainda mais com a internet. Ela pode servir ao cidadão promovendo a Lei de Acesso à Informação  

"É letra morta?", perguntou-se depois que a Lei de Acesso à Informação entrou em vigor.
A expressão vai das resistências dadas pelo mandonismo político que embaralha o público com o privado à exequibilidade da lei por falta de ferramentas adequadas.


Se houver o desejo de saber, como proceder para ter a resposta?

Prestar informação é difícil quando não existe a infraestrutura necessária para isso, como não é possível escoar a produção agrícola sem boas estradas.

Esse déficit de meios para informar não poderá ser resolvido em curto prazo, principalmente porque informação pode ser percebida como menos necessária que o feijão.

Os administradores quantificam os prejuízos pela falta de boas estradas. Raramente fazem isso quando se trata do valor da informação. Quanto vale uma biblioteca que propicia à população o conhecimento que lhe seja necessário? O projeto de Mário de Andrade para as bibliotecas paulistanas, em 1935, que ele sonhava como centros de informação e cultura, foi rara exceção no deserto de séculos e se perdeu.

Em 1982, no governo Montoro, foi criado o Sistema de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo. No ânimo da "abertura" política, ousou-se com um projeto que dava uma nova dimensão às bibliotecas públicas, valorizando-as como centros de informação e cultura.

De acervos quase sempre precários para atender à demanda escolar, buscou-se um novo perfil: ser espaço para informar, discutir e criar. É desse período um fato inusitado: o prefeito de uma pequena cidade paulista ergueu na praça da matriz um placar de madeira e lata com os números diários da contabilidade municipal.

Essa iniciativa tosca e comovente foi um indicador dos rumos que deveriam ser tomados por todos, inclusive pelas bibliotecas públicas. Era a ideia de "informação necessária" à pessoa e à coletividade como tarefa fundamental das bibliotecas.

Mas essa prática pouco prosperou. Persistiu a política do acervo literário como fim exclusivo, agora para um público cada vez menor. A pesquisa em enciclopédias de papel deu lugar ao copie e cole da internet. As bibliotecas municipais nesse modelo se tornaram obsoletas, repartições públicas de reduzido papel social e, progressivamente, sem função.

No entanto, prestar informações persiste como pedra angular da biblioteca pública. Como a unidade de entre informação e cultura mais frequente no Brasil, ela deverá ser atualizada, indo do século 19 ao século 21. E se não for por outros motivos, que seja para cumprir o que determina a lei: a "criação de serviços de informações ao cidadão".

Estudos para essa atualização das bibliotecas públicas já estão na pauta da Escola Politécnica associada à Escola de Comunicações e Artes da USP. Os obstáculos para concretizar esse objetivo são grandes, mas não intransponíveis, se houver vontade política para tanto.

As bibliotecas, com as ferramentas necessárias, poderão formar uma rede com milhares de pontos -portas para o conhecimento- importantes para que a lei seja letra viva, pois ela é um marco histórico que separa a indiferença da participação, o individualismo da cidadania.

Para que isso ocorra, será necessário acreditar na informação como alavanca para o desenvolvimento. Não só estradas para escoar a soja são necessárias, também as vias de informação que levam ao conhecimento. Aliás, quantas bibliotecas poderiam ser construídas com o valor de dez km de estrada asfaltada?

LUÍS MILANESI, doutor em ciências da comunicação, é professor de biblioteconomia na USP

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Abertas as inscrições para o IX Prêmio Barueri de Literatura


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sexta-feira, 29 de junho de 2012

1º Fórum de Pesquisa em Biblioteca Escolar: confira o relato do conselheiro Hugo Oliveira

      Participantes do 1º Fórum de Pesquisa em Biblioteca Escolar

Nos dias 24 e 25 de maio foi realizado o 1º Fórum de Pesquisa em Biblioteca Escolar na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte (MG). O evento foi promovido pelo Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar (GEBE).

Na mesa de abertura do evento estavam presentes o diretor da escola de Ciência da Informação da UFMG, professor Ricardo Rodrigues Barbosa, a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues (CRB-10/820), a coordenadora do GEBE e organizadora do evento, professora Bernadete Campello (CRB-6/255) e a bibliotecária e ganhadora do Prêmio Da Vinci Huis/2010, Lília Virgínia Martins Santos (CRB-6/1776).

O Fórum não contou com um tema específico, mas os assuntos discutidos foram divididos em quatro grupos: formação profissional, registro do conhecimento, pesquisa e ações de extensão.

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

No primeiro grupo, por meio da mesa redonda “Formação Profissional: Educação do Bibliotecário Escolar”, mediada pela pesquisadora Vera Lúcia F. G. Abreu (CRB-6/544), da UFMG, foi relatada experiências de diversas universidades.

As pesquisadoras Lizandra Brasil Estabel (IFRS), Magda Teixeira Chagas (UFSC), Telma Socorro Silva Sobrinho (UFPA), Célia Regina Simonetti Barbalho (UFAM), trataram dos cursos de especialização, principalmente a questão da formação continuada do bibliotecário, alguns deles na modalidade à distância e outros somente presenciais.

No que diz respeito à formação do aluno de graduação houve um relato, apenas. Nesse sentido, a professora Mariza Russo (UFRJ) tratou da aplicação de disciplinas voltadas para a formação do futuro profissional, para a atuação em bibliotecas escolares.

REGISTRO DO CONHECIMENTO

Já na mesa redonda “Registro do Conhecimento: Publicações e Bibliografia”, mediada pelo pesquisador Carlos Alberto Ávila Araújo (UFMG), discutiu-se a produção da literatura científica sobre biblioteca escolar e sua dificuldade de localização.

Na ocasião foi lançado o periódico cientifico Biblioteca Escolar em Revista, pelo professor Cláudio Marcondes de Castro Filho (USP/Ribeirão Preto). Castro Filho enfatizou a importância do esforço coletivo para a manutenção e atualização da bibliografia da área (Literatura Brasileira em Biblioteca Escolar) que foi criada pelo GEBE e é mantida pela Biblioteca Etelvina Lima. Também participaram da mesa redonda as pesquisadoras Sueli Bortolini (UEL) e Kelly Cristine Gasque (UnB).

PESQUISA

No terceiro grupo, a mesa redonda “Pesquisas: Tendências e Perspectivas”, mediada pela pesquisadora Adriana Duarte (UFMG), serviu de base para os trabalhos desenvolvidos por quatro universidades. Os enfoques dos trabalhos são: perspectiva histórica, apresentada pelo pesquisador César Augusto Castro (UFMA), revisão de literatura, relatada pela pesquisadora Adriana Duarte (UFMG), competência e comportamento informacional, apresentada pela pesquisadora Helen de Castro da Silva (UNESP) e formação em rede de mediadores e infoeducadores para atuação em bibliotecas escolares, relatada pela pesquisadora Ivete Pieruccini (USP).

AÇÕES DE EXTENSÃO

Já na mesa redonda “Ações de Extensão: Compartilhamento de Conhecimentos Acadêmicos com a Sociedade”, mediada pela pesquisadora Maria da Conceição Carvalho (UFMG), foram debatidos os projetos de extensão desenvolvidos pela UFES, apresentados pela professora Gleice Pereira (CRB-6 ES/284), o papel importante da International Association of School Librarianship (IASL) e a ação política desenvolvida pelos professores e estudantes de graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG), para a criação de políticas de implantação de bibliotecas escolares com o profissional atuando.

As apresentações dos palestrantes e o documento final do evento estão disponibilizados no site do GEBE. No documento final há um breve resumo do evento e as principais linhas de ações para fortalecer a biblioteconomia escolar.


Fonte: http://blog.crb6.org.br/boletim/1o-forum-de-pesquisa-em-biblioteca-escolar-confira-o-relato-do-conselheiro-hugo-oliveira/

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Profissão de bibliotecário é regulamentada há exatos 50 anos

Com um mercado de trabalho promissor, o profissional que se forma em Biblioteconomia dificilmente fica sem colocação. O bibliotecário atua em funções tradicionais - como em bibliotecas de diversos gêneros e centros de documentação, arquivo e memória -, como também trabalha em agências de propaganda, escritórios de advocacia, de engenharia, hospitais, imobiliárias, entre outros setores. Para se destacar num mercado global e competitivo, no qual cresce a importância das Tecnologias da Informação e do Conhecimento, as empresas investem em centrais de informação e contratam bibliotecários para atuar no processo de gestão integrada da informação e do conhecimento para o negócio.

Regulamentada em 1962, a profissão de bibliotecário pertence a uma categoria de trabalho que lida com a informação e o conhecimento para benefício de toda a sociedade. A Biblioteconomia conquista cada vez mais espaço no mercado de trabalho e está entre as profissões do futuro.

Lei N° 4.084, de 30 de junho de 1962

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Conselheira do CRB-8 participará de seminário sobre diversidade sexual e a prestação de serviços

A conselheira e coordenadora da Comissão de Ética do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo CRB-8, Camila Rodrigues Garcia, representará a entidade no seminário teórico para Bibliotecas do município de São Paulo, cujo tema em junho será “Diversidade Sexual e a prestação de serviços no âmbito da administração pública”.

O evento, que ocorrerá na Biblioteca Monteiro Lobato, abrangerá representantes de 54 bibliotecas públicas, dos ônibus biblioteca, que fazem 72 roteiros na periferia de São Paulo, das bibliotecas dos Centro de Educação Unificados, do Centro Cultural da Juventude, do Centro Cultural São Paulo, dos Pontos de Leitura, da Biblioteca Mário de Andrade.

Mais em http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/monteiro_lobato/index.php?p=3822

terça-feira, 26 de junho de 2012

Nova revista: “Informe: Estudos em Biblioteconomia e Gestão da Informação”

http://bibliotecadobibliotecario.blogspot.com.br/2012/06/nova-revista-informe-estudos-em.html

Lançamento da REVISTA DA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE nº 67

A Secretaria Municipal de Cultura e a Biblioteca Mário de Andrade têm o prazer de convidar os bibliotecários para o lançamento da REVISTA DA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE n º 67.