segunda-feira, 4 de junho de 2012

Stédile convida Conselho Federal de Biblioteconomia para evento no RS

Postado por josestedile em mai 29, 2012

O Deputado Federal José Stédile (PSB/RS) recebeu nesta segunda-feira, dia 28, em seu escritório em Porto Alegre, a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues, e as professoras da Faculdade de Biblioteconomia da UFRGS Eliane Moro e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Lizandra Brasil Estabel.

Além de convidá-las para o Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Biblioteca Pública no RS, no dia 18 de junho, às 14h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, Stédile aproveitou para esclarecer dúvidas e solicitar sugestões de projetos e emendas a serem encaminhados em prol das bibliotecas do estado.

A professora Eliane Moro agradeceu o olhar do deputado nas bibliotecas e na qualificação dos profissionais. “Não adianta ter a melhor biblioteca do mundo, se não tiver bons profissionais. Este é um ponto nevrálgico”, destacou. Ela também lembrou que o RS é o único estado que aprovou em sua Constituição o Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares e Públicas, mas que anda um pouco esquecido. Ainda parabenizou a escolha do professor e jornalista Ruy Carlos Ostermann como palestrante no lançamento, pois foi na sua gestão como Secretário de Educação que realizou-se o 1º Seminário Nacional de Bibliotecas Escolares.

A presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia parabenizou o trabalho do deputado e destacou que a Frente Parlamentar em Defesa das Bibliotecas Públicas não é mais uma frente, mas um projeto sério e de conteúdo. “Precisamos sensibilizar os prefeitos, secretários estaduais e municipais para despertarem sua consciência da importância das bibliotecas e de termos profissionais qualificados à frente destas instituições”, defendeu.

A professora Lizandra Estabel apresentou exemplos de bibliotecas modelos, como a Biblioteca Estadual de São Paulo, construída onde era o Carandiru. “Os usuários têm acesso a livros e ipodes. Circulam cadeirantes. Fica aberta até as 21h e aos domingos e está sempre cheia”. Também citou uma pequena, mas acolhedora biblioteca em Hulha Negra, no interior do RS. “A biblioteca foi construída em frente à escola, no coração da cidade”.

Por Katia Marko – Assessoria de Imprensa/Porto Alegre

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Obra na biblioteca de NY é alvo de intelectuais

Folha de São Paulo, 1.6.2012, Folha Ilustrada

Projeto de US$ 600 milhões prevê aumento de área destinada a computadores e remoção de acervo de 3 milhões de livros

Com quase 900 nomes, petição conta com Mario Vargas Llosa, Frances FitzGerald e Margo Jefferson

VERENA FORNETTI
DE NOVA YORK

Um projeto de R$ 600 milhões que pretende ampliar a área de computadores e os locais com livre acesso na Biblioteca Pública de Nova York mobiliza intelectuais, que iniciaram um abaixo-assinado pedindo que a reforma não transforme o edifício em um "imenso internet-café".


A reforma do prédio histórico, localizado na Quinta Avenida, criaria uma biblioteca em que os visitantes poderiam circular pelo acervo e permitiria a venda de prédios anexos para investimentos posteriores, mas implicaria na remoção de 3 milhões de livros e na diminuição do espaço que hoje é disponibilizado a pesquisadores.

Entre os opositores à reforma estão os escritores Mario Vargas Llosa e as jornalistas vencedoras do prêmio Pulitzer Frances FitzGerald e Margo Jefferson. A petição já tem quase 900 assinaturas.

A carta diz que o plano de reforma da instituição prevê um uso equivocado de recursos em um tempo de grande escassez de verbas, quando o orçamento da biblioteca deve sofrer um corte de US$ 43 milhões (R$ 86 milhões).

A petição destaca que o investimento na reforma deveria ter outro destino. Segundo a carta, o número de bibliotecários caiu drasticamente, e o acervo de história afro-americana, no bairro do Harlem, está se deteriorando.

Usuários da biblioteca entrevistados pela Folha concordam com o protesto. A pesquisadora Silvia McGuire, 60, que frequenta a instituição há 30 anos, diz que a biblioteca vai perder a alma.

"Entendo que mudanças sejam inevitáveis, mas eles precisam ser cuidadosos com a transição. Se você vai até a área dos computadores hoje, não consegue trabalhar. Há muito barulho."

A estudante Alexia Motal, 18, diz que há computadores suficientes. "Eles deveriam se preocupar com o acervo e com a falta de funcionários para ajudar o público."

O presidente da biblioteca, Anthony Marx, não respondeu ao pedido de entrevista, mas defendeu o projeto de reforma em artigos publicados na imprensa americana.

Marx afirma que as bibliotecas estão sendo desafiadas em um tempo em que prevalece a informação rápida, e que elas precisam mudar para manter o prestígio.

"O contexto para todas as bibliotecas está mudando. Das incertezas financeiras ao desafio de garantir o acesso digital para todos, a maior biblioteca do país não tem escolha senão mudar", escreveu, em texto ao "Huffington Post".

"Devemos também preservar a nossa posição como uma das principais bibliotecas de pesquisa do mundo. A Biblioteca Pública de Nova York deve fazer algumas escolhas importantes para garantir a sua importância."

Em editorial, o "New York Times" defendeu a reforma da biblioteca. Para o jornal, o plano é necessário para adaptar a instituição à era digital.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/46161-obra-na-biblioteca-de-ny-e-alvo-de-intelectuais.shtml

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Atenção Bibliotecários e estudantes de Biblioteconomia, a ABER promove novo curso “Acervos bibliográficos de memória: preservação e acesso” em junho no MASP

A Associação Brasileira de Encadernação e Restauro (ABER) promove o curso “Acervos bibliográficos de memória: preservação e acesso” nos dias 14 e 15 de junho no MASP. Com os objetivos de subsidiar a gestão de acervos bibliográficos de memória, sob a égide da Preservação e da Garantia de Acesso, e delinear o perfil do Bibliotecário como gestor de políticas de Preservação de acervos bibliográficos de memória, o curso será ministrado pelos professores Ana Virginia Teixeira da Paz Pinheiro e Fabiano Cataldo de Azevedo. Eles vão discutir a preservação de acervos bibliográficos, com exposição de obras raras da biblioteca do Museu de Arte de São Paulo.

Mais em http://www.aber.org.br/noticia.php?IdNoticia=2668

Informações e credenciamento antecipado:
aber@aber.org.br

Diretor de Harvard apresenta biblioteca digital gratuita

O historiador americano Robert Darnton, 73, professor de Harvard e diretor da biblioteca da universidade, visitou nesta terça-feira (29/05/2012) a Folha, onde participou de seminário para jornalistas da Redação.

Sobre o futuro do livro, disse: "As pessoas dizem que os livros e as bibliotecas estão obsoletos. É loucura: temos mais pessoas hoje nas nossas bibliotecas do que nunca. Se o aluno tem que escrever um trabalho e fazer uma pesquisa, claro que ele usa o Google e a Wikipedia. Mas não basta. Ele procura um bibliotecário. Os bibliotecários desenvolveram uma nova função, que é guiar pelo ciberespaço".

Íntegra em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1097587-diretor-de-harvard-apresenta-biblioteca-digital-gratuita.shtml 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Compartilhe sua experiência na Revista CRB-8 Digital

O tema da próxima edição será Bibliotecas públicas no século XXI: novos leitores, novas práticas, novos desafios.
O prazo para inscrições de artigos terminará dia 31 de agosto.
A Revista CRB-8 Digital tem a função de promover a atualização e disseminação de conhecimento, mediante divulgação de trabalhos de profissionais sobre novos processos, produtos e serviços, bem como de inovações desenvolvidas pela comunidade biblioteconômica e seus relatos de experiências. Saiba mais em
http://revista.crb8.org.br/index.php/crb8digital

Rede de Bibliotecas de Sumaré desenvolve projeto sustentável

da redação | 23-05-2012 10:42:16
Livros, revistas e jornais antigos, que já não tem mais utilidade e estão amontoados em algum canto da casa podem ser destinados para uma iniciativa sustentável desenvolvida em Sumaré. A Sociedade Amigos das Bibliotecas Públicas, em parceria com a Rede de Bibliotecas, criou em 2010 o projeto “Amigos da Reciclagem”, uma proposta que tem o objetivo de dar destino correto a todo o material bibliográfico (livros, jornais e revistas) doado às bibliotecas municipais e que não se encontram em condições adequadas para o uso dos leitores. 
A política de ações de doação e descarte da Rede de Bibliotecas prevê a triagem de todo o material que chega às unidades por meio de doações e consiste em selecionar, destinar e organizar os livros no acervo das quatro bibliotecas públicas existentes no município, no Centro, Matão e Bom Retiro. 
Os títulos e exemplares que não estão em condições de compor o acervo das bibliotecas centrais, ramais ou parceiras (associações de bairros ou comunitárias) ou que não servem para utilização em projetos sociais ou eventos (feiras de livros e doações) são encaminhados para a Sociedade Amigos da Biblioteca Municipal de Sumaré. A cada dois meses, um caminhão com cerca de cinco mil toneladas de material é enviado para reciclagem. 
Ao receber a doação, os integrantes da Sociedade se encarregam da separação, armazenamento, destinação e venda de todo o material para os postos de coleta de material reciclável na cidade. “O dinheiro recebido com a venda é revertido na compra de novos livros e apoio em atividades e eventos realizados pelas bibliotecas (contação de histórias, palestras, seminários, saraus, noites de autógrafos, exposições, etc.)”, explica o bibliotecário municipal, Wellington Correia de Oliveira. 
Para Wellington, a iniciativa cumpre dois papéis fundamentais. Estimula a doação de livros, revistas e jornais, afinal, todo material em condições de uso são destinadas às bibliotecas e passam a compor o acervo da rede, contribuindo para que mais pessoas tenham acesso à leitura e fazendo da biblioteca um ponto de cultura ao alcance de todos. “E cumpre também o papel ambiental, com a destinação correta do papel que poderia ser jogado em locais inapropriados, prejudicando o meio ambiente e a cidade, além da geração de renda para os cooperados da reciclagem de papel”, completa o bibliotecário. 
Para ser um colaborador, basta entregar sua doação em qualquer biblioteca pública: 

Biblioteca Central “Professor Plínio Machado da Silva”.
Rua Geraldo de Souza, nº. 157 – Jardim Carlos Basso
Biblioteca do Professor e Infantil “Myrella Rossi Mobilon” 
Avenida Rebouças, nº. 3.321 – Jardim Carlos Basso
Biblioteca Ramal do Bom Retiro        
Rua Domingos Conrado, nº. 468 – Jardim Bom Retiro
Biblioteca Ramal do Matão      
Avenida Emílio Bosco, nº. 1.604 – Jardim Santa Clara

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Nota do Conselho Federal de Biblioteconomia ao artigo "Dê adeus às bibliotecas"

NÊMORA A. RODRIGUES, BIBLIOTECÁRIA, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA
O artigo do jornalista Luís Antônio Giron, publicado no site de ÉPOCA, sob o título “Dê adeus às bibliotecas”, retrata uma experiência vivenciada no âmbito da biblioteca pública de seu bairro e, a partir disso, generaliza e atinge negativamente a atuação dos bibliotecários no exercício de sua atividade. Cabe destacar, entretanto, que o Primeiro Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, proposto pelo Ministério da Cultura e executado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que no âmbito das 4.905 Bibliotecas Públicas pesquisadas há somente 75 bibliotecários atuando. Conclui-se, então, que a maioria dos usuários são atendidos por pessoal não habilitado e não por bibliotecários devidamente graduados. A responsabilidade da gestão dessas bibliotecas é do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

E o Sistema CFB/CRB, ciente dessa realidade, enfatiza permanentemente a necessidade do investimento em pessoal qualificado para suprir tais lacunas, ante a premissa de que apenas acervos, espaço físico e equipamentos não atendem às necessidades de cidadãos brasileiros que merecem ter sua cidadania assegurada por meio de bons serviços públicos em todas as áreas. Ante o exposto, lamenta-se que o jornalista tenha atingido um profissional imprescindível para trabalhar com a informação e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento do país nos mais diversos segmentos sociais em que o bibliotecário atua. Afinal, toda a generalização corre o risco de afundar no abismo do descrédito e da intolerância. Assim como se espera que o jornalismo seja exercido baseado no compromisso com a verdade dos fatos, independente do ponto de vista pessoal e pontual, mas a partir da análise do todo o conjunto que compõe o cenário.


Fonte: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/resposta-do-conselho-federal-de-biblioteconomia-ao-artigo-de-adeus-bibliotecas.html