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sexta-feira, 22 de julho de 2011

São Paulo do século XVIII: de vila a cidade

O último dia do ciclo "São Paulo do século XVIII: de vila a cidade" será sobre música e leitura.


26 jul / terça /  19h às 21h

Nos desvãos das livrarias religiosas: livros e censura na São Paulo setecentista - Marisa Midori Deaecto

Música na São Paulo colonial - Regis Duprat

Marisa Midori Deaecto é professora do curso de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes (USP). Formada em História pela Universidade de São Paulo, com mestrado e doutorado na mesma instituição, especializou-se em História do Livro, particularmente nas relações entre economia e cultura, tendo o comércio e a produção editorial brasileira como eixo principal de suas pesquisas. Possui artigos publicados no Brasil e no exterior, dentre os quais, destacam-se seus estudos sobre a presença francesa no comércio livreiro de São Paulo, no qual reconstitui a trajetória do livreiro Anatole-Louis Garraux, proprietário da mais célebre livraria da cidade, na segunda metade do século XIX e sobre a Livraria Francisco Alves, pesquisa em que a autora enfatiza a relação do livreiro-editor com a classe política paulista no alvorecer republicano. É autora de Comércio e vida urbana na cidade de São Paulo (1889-1930) (São Paulo: Senac, 2002) e O Império dos livros: instituições e práticas de leitura na São Paulo oitocentista (São Paulo: Edusp; Fapesp, 2011).

Regis Duprat é musicólogo e historiador. Professor Titular de História da Música Brasileira e Estética Musical na Universidade de São Paulo e Universidade Estadual Paulista. Formado pela USP em História e pelo Instituto de Musicologia de Paris (Sorbonne), doutorou-se nessa disciplina em 1966, na Universidade de Brasília. Publicou sua tese de doutorado nos Estados Unidos "Música na Matriz e Sé de São Paulo Colonial". Colaborou no Dicionário Grove nº 6, (Londres, 1980). É autor de cerca de 200 trabalhos de pesquisa e de edições musicológicas inclusive no campo da música popular brasileira do século XIX. Produziu 18 LPs e CDs de música sacra do período colonial, de música de câmara do período romântico e de música popular urbana do século XIX. "

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Política e protesto marcam reinauguração da Mário de Andrade

Paulo Noviello
Direto de São Paulo
Festa, protesto e participação de boa parte da elite política e intelectual do Estado de São Paulo e de um bom público marcaram a reinauguração da Biblioteca Mário de Andrade, a mais importante da maior cidade do Brasil e segunda maior do país, na tarde desta terça-feira (25), em meio às comemorações dos 457 anos da fundação de São Paulo. Muitas pessoas aproveitaram o feriado para se cadastrar na Biblioteca Circulante e consultar o acervo aberto.

O governador Geraldo Alckmin, o prefeito Gilberto Kassab, a ministra da Cultura Ana de Hollanda e o secretário municipal da Cultura Carlos Augusto Calil, além do ex-prefeito, ex-governador e candidato derrotado à presidência José Serra, estiveram na cerimônia. Escritores como Lygia Fagundes Telles e Ignácio de Loyola Brandão, intelectuais e acadêmicos também marcaram presença.

Em seu discurso, Kassab disse: "nossa gestão tem a digital do Serra em todo o canto, e o Calil é uma delas. Uma pessoa extremamente dedicada, até mal humorada às vezes, mas que com certeza vai deixar sua marca, principalmente pelo esforço na preservação e revitalização de equipamentos culturais importantes como a Biblioteca Mário de Andrade."

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Psicanalista Anna Verônica Mautner relembra vida na biblioteca

"A psicanalista acha que falta hoje à cidade espaços de convívio como a biblioteca

Paulo Noviello- Direto de São Paulo

Muitos antigos frequentadores da Biblioteca Mário de Andrade, alguns desde sua inauguração, foram prestigiar a reabertura do local que foi ponto de encontro da intelectualidade paulistana entre as décadas de 40 e 70. A psicanalista e cronista do jornal Folha De S. Paulo Anna Verônica Mautner, 75 anos e há seis décadas habitué da biblioteca, era uma das mais festejadas. A todo momento sendo cumprimentada pelos presentes, ela falou com o Terra sobre sua ligação especial com a Mário de Andrade, começando com uma brincadeira sobre tantos cumprimentos: "Odeio essa puxação de saco."

Nascida na Hungria em 1935, Anna veio com a família para São Paulo aos quatro anos, e começou a frequentar a biblioteca na adolescência. "Eu era pobre, não miserável, mas pobre, e naquele tempo a gente se juntava aqui. Era perto da Praça da República, do Theatro Municipal, dos cinemas, da antiga sede do Museu de Arte Moderna. Nós vínhamos aqui porque era de graça, um lugar descompromissado. Aqui nos tornamos intelectuais. Líamos muito, mas o mais importante não era o acervo da biblioteca, eram as pessoas, as conversas no hall. Essa minha geração, que tem entre 75 e 80 anos hoje, vinha aqui estudar para o vestibular. Outros pontos de encontro eram o antigo prédio da Faculdade de Filosofia da USP, os barzinhos da Maria Antonia, o barzinho do MAM, o Paribar, quando tínhamos dinheiro. Íamos aos concertos no Theatro Municipal, assistir a filmes na Cinemateca", relembra a psicanalista.

Ela conta que naquela época era difícil as pessoas se encontrarem em festas ou nas casas dos outros, e o saguão da Biblioteca Mário de Andrade, com a estátua A Leitura ao centro, era o ponto de encontro oficial. "Ninguém marcava hora para vir pra cá. A gente chegava e se encontrava. E a motivação era intelectual, não tinha muito namoro. Pode até ter saído algum casamento dali, mas não era esse nosso objetivo", brinca. E ela acha que hoje a cidade carece destes pontos de encontro. "A cidade precisa de lugares assim, gratuitos, que não precisa de crachá, ficar sócio, um local descompromissado. Outro dia dei uma palestra e o público era igual a gente era lá atrás, misturava branco, preto, amarelo, pobre, rico. É dessa convivência e dessa diversidade que a cidade precisa."

Publicado originalmente http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticias/0,,OI4910762-EI3615,00-Psicanalista+Anna+Veronica+Mautner+relembra+vida+na+biblioteca.html

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A Biblioteca Mario de Andrade convida

para um debate sobre DIREITO À INFORMAÇÃO a se realizar no dia 28 outubro, quinta-feira, das 18h00 às 20h00, na Biblioteca Mário de Andrade.

O evento consistirá de uma mesa-redonda seguida de debates e contará com a participação de:

Eugênio Bucci: colunista do jornal "O Estado de S. Paulo" e do site "Observatório da Imprensa". Integrou o Conselho Curador da TV Cultura de São Paulo de 2007 a 2010. Foi presidente da Radiobrás entre 2003 e 2007. Na Editora Abril, foi diretor de redação de revistas mensais e Secretário Editorial. É Professor Doutor do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).

Luís Francisco Carvalho Filho: advogado criminalista, colunista do jornal "Folha de S. Paulo" e ex-diretor da Biblioteca Mário de Andrade.

Matias Molina: diretor de Análise de Informações Internacionais da CDN (Companhia de Notícias). Trabalhou na "Folha de S. Paulo" como redator internacional e editor de economia, na Editora Abril, onde lançou a revista Exame, e na Gazeta Mercantil.

O número de vagas é limitado e as inscrições devem ser feitas por email - bma@prefeitura.sp.gov.br

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Revista falada: Massao Ohno

Recado da Aline da Biblioteca Mario de Andrade:
"Por sugestão de amigos e admiradores de Massao Ohno*, a Biblioteca Mário de Andrade assumiu a iniciativa de formar a coleção Massao Ohno, que será colocada à disposição, para consulta e pesquisa, de interessados na história literária e das artes gráficas no Brasil.

No próximo dia 20 de setembro, segunda-feira, das 18h00 às 20h00, haverá um encontro, na Biblioteca Mário de Andrade, de amigos de Massao Ohno e colaboradores, para um bate-papo sobre a vida e a obra de Massao e para o lançamento ‘oficial’ da Coleção, com as primeiras doações de publicações da editora. Dentre os amigos e colaboradores que já confirmaram presença destacamos: Renata Pallotini, Eunice Arruda, Cláudio Willer, Clóvis Besnos, Claudio Giordano, Celso Alencar e Jose Armando Pereira da Silva."

*Massao Ohno, editor paulistano falecido em junho deste ano, foi frequentador da Biblioteca Mário de Andrade e foi tema de uma das matérias da Revista da Biblioteca Mário de Andrade n.65 - O editor dos Novíssimos, por Heitor Ferraz. Essa data será uma oportunidade de se falar do editor e de sua obra e marcará o início do projeto de formação da Coleção Massao Ohno na Biblioteca Mário de Andrade. O núcleo básico da coleção é composto pelas obras existentes na biblioteca e será enriquecido com doações de colaboradores - pessoas e instituições - e aquisições de outras obras.

Biblioteca Mário de Andrade
Av. São Luis, 235 - Centro
São Paulo / SP - CEP 01046-001
Fone: 3256-5270
www.bma.sp.gov.br

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Biblioteca Mário de Andrade será ponto de Book Crossing

"Será possível pegar títulos e, depois, deixá-los pela cidade para novos leitores

A partir desta quarta-feira, 25, será possível retirar livros da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, no centro, e não ter de devolver. É que, dentro da unidade, funcionará um ponto de Book Crossing, ou seja, os exemplares retirados ali deverão ser deixados em espaços públicos ou repassados para outros leitores. Cerca de 300 títulos estarão disponíveis nessas condições. É a primeira biblioteca do País a abrir espaço para esse movimento, que começou nos Estados Unidos.

Entre os livros disponíveis estão títulos como A Divina Comédia, de Dante Alighieri, Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, e obras de Machado de Assis.
Os livros foram doados por usuários da biblioteca e repassados para o projeto porque já existiam vários exemplares iguais no acervo. “É uma oportunidade de trazer para a biblioteca pessoas que virão por causa do Book Crossing”, afirma Maria Cristina Barbosa de Almeida, diretora da Mário de Andrade.

A organizadora do Book Crossing é Helena Castello Branco, de 41 anos. Segundo ela, o fato de a biblioteca ter aberto espaço para o movimento mostra a importância que ele está ganhando. É o terceiro ponto na cidade e o sétimo no País. “O Book Crossing não tem conflitos com as bibliotecas e veio para acrescentar”, explica.

A proposta é deixar o livro seguir seu destino, passando pelas mãos do número máximo de leitores. Mas a estimativa é de que apenas 20% dos exemplares fiquem em circulação. “É compreensível, as pessoas acabam se apegando aos livros e nem todas têm o hábito e o desprendimento de passá-los para a frente”, diz Helena.

Para quem encontrar um livro e quiser saber se ele faz parte do movimento, basta checar se a obra está etiquetada. Na internet (www.bookcrossing.com.br) é possível trocar livros com outros leitores e avisar onde algum exemplar foi esquecido. O ponto da Mário de Andrade funciona de 2ª a 6ª, das 8h30 às 20h30 – e aos sábados, das 10h às 17h.

Marici Capitelli - Jornal da Tarde

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,biblioteca-mario-de-andrade-sera-ponto-de-book-crossing,600166,0.htm

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Encontro com a Bilblioteca Mario de Andrade

Em agosto, a Biblioteca Mário de Andrade promoverá um "Encontro com a Biblioteca" que tem como objetivo oferecer uma visita monitorada aos bibliotecários e estudantes de biblioteconomia à Circulante (reaberta em 21 de julho de 2010).
Vagas disponíveis para o dia 06 de agosto no horário das 10h00 às 12h00.
É só telefonar e agendar

Release de Janaina Batini
Supervisão de Ação Cultural da Biblioteca Mario de Andrade
fones: 3241.3459 - 3256.5270 r. 206

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sobre as bibliotecas públicas de São Paulo

"CARLOS AUGUSTO CALIL
O investimento em reformas de 37 bibliotecas atingiu R$ 7 milhões, enquanto R$ 9 milhões foram destinados à aquisição de livros novos

A reabertura da seção circulante da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrida ontem, é um excelente ponto de partida para discutir o acesso à leitura em São Paulo.
Em editorial publicado na última sexta-feira, 16 de julho, o jornal "Agora São Paulo", do Grupo Folha, celebrou simpaticamente a reabertura da circulante, que oferece acervo renovado, com títulos que figuram entre as listas de mais vendidos, e afirmava que o modelo deveria ser multiplicado.
É natural que a Biblioteca Mário de Andrade receba mais atenção da imprensa do que as outras 62 bibliotecas da rede municipal, pela sua importância histórica e cultural. Contudo, a renovação de acervos, associada a reformas estruturais de prédios públicos, vem sendo praticada pela gestão Serra/ Kassab desde 2005.
O investimento em reformas de 37 bibliotecas atingiu R$ 7 milhões, enquanto outros R$ 9 milhões foram destinados exclusivamente à aquisição de livros novos.
Os resultados não tardaram: no último mês de junho, a frequência de público nas bibliotecas da cidade foi de 83 mil pessoas.
O retorno do leitor à biblioteca é o reconhecimento do cuidado com o patrimônio público. Recente reabertura da Biblioteca Paulo Setúbal em Vila Formosa mereceu pouco destaque na imprensa. E, no entanto, o seu caso é exemplar.
Engradada, voltada para dentro de si própria, escura e deprimida, o seu sólido edifício encantou um jovem arquiteto que a fez ressurgir em sua plenitude. Vale a pena avaliar essa revitalização, cujo custo foi de pouco mais de R$ 1 milhão.
Em 2007, a Folha publicou uma nota na coluna "Há 50 anos" em que mostrava pela voz de Sérgio Milliet, ilustre diretor da Biblioteca Mário de Andrade, a necessidade imperiosa de impermeabilização da cobertura do prédio e de expansão de espaço para abrigar sua coleção de periódicos.
O título da matéria de 1957 era: "Biblioteca tem filas e goteiras".
Por que ninguém ouviu o apelo do grande crítico? Por que tivemos de esperar 50 anos para atender aos seus reclamos?
A intervenção em curso, iniciada em 2007, devolve à Mário o lugar que é só seu -na praça, na cidade e no país. Esse esforço faz parte de um programa de revitalização do centro e conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
Com a cessão do antigo prédio do Ipesp, na rua Bráulio Gomes, pelo governo do Estado, concretiza-se o desejo histórico da "segunda torre", dedicada exclusivamente ao acervo de periódicos.
A obra de adaptação do edifício já começou, elevando o investimento na Mário de Andrade a mais de R$ 26 milhões.
A biblioteca reabre plenamente no início do próximo ano e o seu anexo será concluído ao longo de 2011. Dessa forma, ela estará preparada para reassumir seu papel indispensável na cultura da cidade."

CARLOS AUGUSTO CALIL, 59, é secretário municipal de Cultura de São Paulo e professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA/USP.

Publicado originalmente na Folha de São Paulo- Tendências e Debates em
22/07/2010

domingo, 18 de julho de 2010

A Mário de Andrade reencontra o público

"Reforma parcial devolve aos paulistanos sua principal biblioteca, agora também circulante

GABRIELA LONGMAN

Intensificar a relação com a cidade. Esse parece ser o propósito da modernização da Biblioteca Mário de Andrade, que reabre parcialmente suas portas na quarta- feira depois de quase três anos fechada para reforma.

A seção Circulante volta a ocupar o prédio, com 42 mil volumes para empréstimo, 130 lugares em mesas de estudo e uma sala para a nova Coleção São Paulo -um conjunto de mil livros sobre a cidade disponíveis para consulta.

Dispostos lado a lado, um ensaio fotográfico de São Paulo em 1900, um livro contando a história do Teatro Oficina ou um tratado sobre as plantas mais comuns na região metropolitana podem satisfazer a ânsia de conhecimento de pesquisadores e curiosos.

"A ideia é passar por todos os temas que envolvem: arquitetura, história, economia...", explica William Okubo, diretor do acervo. "Quando alguém estiver passeando no centro e gostar de um prédio, poderá vir direto à biblioteca saber mais sobre ele."

Segundo a diretora da instituição, Maria Christina de Almeida, institutos de pesquisa como Sebrap ou Instituto Pólis estão sendo procurados para que seus estudos sobre a metrópole estejam disponíveis no novo espaço.

As medidas arquitetônicas parecem implementar um diálogo do interior da biblioteca com o entorno. Um corredor de vidro foi construído para interligar a Circulante à torre principal (ainda em reforma), onde ficam guardados mapas, obras de arte e os cerca de 300 mil volumes do acervo fixo.

Os passantes que atravessam o corredor veem e são vistos pelos passantes que caminham na calçada do lado de fora numa espécie de jogo. "Esse projeto teve por objetivo recuperar o caráter público do edifício. O plano é que ele volte a se relacionar com a praça de novo, com os cafés, com as passagens, com o teatro que está em volta", diz a arquiteta Renata Semim, uma das responsáveis pelo restauro e reforma do conjunto.

Nas salas que serão reinauguradas na quarta-feira, dia 21, chama atenção o contraste bem-sucedido entre o mobiliário de madeira antiga (restaurada) e as modernas estruturas de iluminação das mesas.

Um espaço foi reservado para receber atividades culturais -lançamentos, debates, leituras dramáticas. No próximo dia 26, por exemplo, o cineasta Ugo Giorgetti vai à biblioteca falar sobre a produção cinematográfica em São Paulo. "Queremos trazer os velhos frequentadores de volta à biblioteca", diz a diretora.

Voltam os empréstimos
Criada em 1944, a coleção Circulante deixou o prédio da Mário de Andrade em 1975. Desde então, ocupou diversos endereços. O retorno a Mário de Andrade só foi possível porque o acervo fixo -que não cabia mais no edifício- ganhou um prédio "anexo", o antigo edifício do Ipesp (Instituto da Previdência do Estado de São Paulo), que agora pertence à prefeitura e está sendo reformado para abrigar o acervo de periódicos (cerca de 2,8 milhões de fascículos).

Os trabalhos com o acervo fixo incluem limpeza, nova catalogação, digitalização e reforço de questões de segurança. Ninguém quer lembrar os acontecimentos de 2005, quando gravuras e documentos históricos foram roubados.

"Um corredor de vidro foi construído para ligar a biblioteca Circulante à torre principal do complexo"

Ranking dos maiores acervos municipais no centro

Mário de Andrade 302 mil (dos quais 42 mil estão disponíveis)
Centro Cultural São Paulo 140 mil
Monteiro Lobato 63.113
Raul Bopp 39.412
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura"
Publicado originalmente em Revista São Paulo de 18/07/2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

NOVO BOB NEWS

A nova edição do BOB News também traz uma entrevista exclusiva com a diretora da Biblioteca Mário de Andrade. Leia aqui

Os bastidores da Biblioteca Mário de Andrade

A Comissão de Divulgação do CRB-8 conseguiu a autorização da direção da Biblioteca Mário de Andrade para disponibilizar neste blog algumas edições do boletim interno chamado “Bastidores da Mário”, que tem como objetivos manter os colaboradores informados sobre as ações desenvolvidas na Biblioteca e promover a integração das equipes, estimulando a participação de todos neste momento de revitalização da BMA.

Os bibliotecários responsáveis pela edição esclarecem que não pretendem com isso prestar contas das atividades desenvolvidas e muito menos substituir os relatórios de atividades. Eles têm como objetivo dar visibilidade a novos projetos – em fase de elaboração ou implantação – a metas alcançadas, a resultados de esforços especiais de grupos de trabalho ou mutirões com ações específicas e a eventos e seus resultados.

Bastidores da Mário
Periodicidade: mensal
Público alvo: todos os funcionários, estagiários e equipes terceirizadas de limpeza e segurança da Biblioteca.

Informativo n.2
Informativo n.3
Informativo n.4

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Matéria na Vejinha sobre a Mario de Andrade

Leia a matéria da Vejinha sobre a reabertura da circulante da Mario de Andrade

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CIRCULANTE DA MARIO DE ANDRADE REABRE DIA 21/07

"VENHA CONHECER A BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE – CIRCULANTE, QUE REABRE, EM 21 DE JULHO, TOTALMENTE REFORMULADA

Em 21 de julho próximo será reaberto um importante espaço da Biblioteca Mário de Andrade: a Circulante, área que oferece livre acesso ao acervo e se destina à leitura, pesquisa e empréstimo. Essa reabertura marca a conclusão da primeira etapa do Plano integrado de recuperação e modernização da Biblioteca, uma ação de valorização do patrimônio público e de incentivo à revitalização do centro de São Paulo, que contou com o apoio financeiro do BID.
Criada em 1944, a Circulante, depois de passar por vários endereços na cidade,
retorna agora ao edifício principal da biblioteca, onde nasceu. Com o acervo
totalmente informatizado, instalações adequadas e amplo espaço para pesquisa local, a Circulante oferecerá, além de serviços de consulta e empréstimo e orientação à pesquisa, intensa programação cultural - encontros com escritores, pesquisadores, artistas e antigos frequentadores, lançamentos editoriais, leituras dramáticas, ficinas,saraus, dentre outras atividades. A área de convivência oferece, também, spaço dedicado à leitura de jornais e revistas e, futuramente, um café.

ACERVO
A Circulante reabre com seu acervo renovado e todo informatizado e abrigará as seguintes coleções: a Coleção Circulante propriamente dita, disponível para consulta e empréstimo, com mais de 42.000 volumes, que contempla todas as áreas do conhecimento, com ênfase em literatura e ciências humanas. Essa coleção é ontinuamente atualizada e, desde 2005, mais de 7.000 novos títulos foram a ela acrescidos.

Outra coleção disponível no espaço da Circulante é a Coleção São Paulo, composta de materiais audiovisuais e bibliográficos sobre a cidade de São Paulo disponíveis para consulta local. Pretende ser um centro de informação, pesquisa e referência sobre a cidade, com ênfase em história da cidade (logradouros, edifícios relevantes, instituições culturais e educacionais), arquitetura e urbanismo, monografias de artistas que tenham São Paulo como tema, Linguajar paulistano; Culturas paulistanas; Artes visuais; Artes cênicas e do espetáculo; Música; Educação; Questões sociais; Indicadores e análises socioeconômicas e culturais; Demografia; Políticas públicas; Saúde pública; Botânica, Zoologia, Meio ambiente; e Turismo, dentre outros assuntos.
Com mais de 3.500 volumes, encontra-se, também, no espaço da Circulante, a Coleção de Referência, destinada exclusivamente à consulta local. É composta por dicionários, enciclopédias, guias, manuais, bibliografias e outras fontes de pesquisa nas várias áreas do conhecimento.
A Circulante abriga, também para consulta local, uma amostra do acervo recebido regularmente pela Biblioteca Mário de Andrade que, desde 1958, é depositária de material publicado por aquela instituição internacional e por agências internacionais, tais como Unicef, CEPAL, FAO, etc.

PROGRAMAÇÃO DE REABERTURA DA CIRCULANTE:

A programação de reabertura da Circulante, no dia 21 de julho, incluirá, além da reabertura oficial, animações e encenações a partir das 12h30.

Na oportunidade, será lançado o número n.65 da Revista da Biblioteca Mário de Andrade. Essa publicação mantém o formato das edições anteriores e traz, dentre outros, os seguintes artigos: A liberdade intelectual de Anatol, de Sérgio de Carvalho; Os mais vastos horizontes do mundo, de Claude Lévi-Strauss; O cubismo e a vida cotidiana, de Claude Lévi-Strauss; A pintura moderna, de Jean Maugüé; O espanto inexplicado, de Manuel da Costa Pinto (sobre Clarice Lispector); Recuperação de Parque industrial, de Fernanda Mokdessi Auada e A escritura estilhaçada de Pagu, de Gênese Andrade; O editor dos Novíssimos, de Heitor Ferraz Mello (sobre Massao Ohno), além de um Dossiê Brasília, com Carmen Portinho e sua capital para a vida moderna, de Silvana Rubino; Paradigmas urbanísticos de Brasília, de Sylvia Ficher; Toada pra se ir a Brasília, de Cassiano Ricardo; Ruínas do futuro, entrevista com Vladimir Carvalho; e Mínima cidade, de Francisco Alvim Às 18h00 vamos contar com a presença de Oswaldinho da Cuíca para uma ‘palestra cantada’. Ao lado de André Domingues, Oswaldinho é coautor de obra sobre o samba em São Paulo, recém lançada pela Editora Barcarolla, Batuqueiros da Paulicéia.

Haverá um bate-papo sobre a obra, entremeado por apresentações musicais.

Até o final de julho, estão programadas, dentro das festividades de abertura, atividades para o fim da tarde – das 18h00 às 20h00. Será uma oportunidade para a população conhecer a Biblioteca, inscrever-se para empréstimo de livros e deleitar-se
com essas conversas em torno do livro e da leitura, das artes e da cultura em geral.

Saiba mais sobre a Circulante e sobre a programação pelo site:
http://www.bma.sp.gov.br
Endereço:Av. São Luis, 235 – Centro
01203-000 – São Paulo, SP
Horário de atendimento:
2ª a 6ª das 8h30 às 20h30
Sábados das 10h00 às 17h00
Contato:Fone: PABX (11) 3256-5270
E-mail: circbma@prefeitura.sp.gov.br
Site: http://www.bma.sp.gov.br
Fonte: release da Biblioteca Mario de Andrade