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domingo, 10 de julho de 2011

Biblioteca da USP-São Carlos possui títulos com mais de 200 anos

 
A Biblioteca Professor Achille Bassi, situada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação  (ICMC) da USP no campus de São Carlos, é uma das maiores do país nas áreas de Matemática, Estatística e Computação, possuindo em seu acervo mais de 40 mil livros e quase 100 mil fascículos de periódicos. Possui ainda um acervo de obras raras, com 14 livros de Matemática, além de muitos outros livros clássicos, certamente especiais, para os quais ainda deve ser pesquisada a questão da raridade. Os 14 livros raros foram impressos antes de 1841, estão em vários idiomas e vieram de outras unidades da USP, especialmente da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).


A bibliotecária Juliana de Souza Moraes explica que para um livro ser considerado raro são levados em conta vários fatores além da data de publicação ou de produção, como a quantidade de unidades impressas, as técnicas de impressão e de encadernação, a presença e o tipo de iluminuras, o tipo do papel, assim como o conteúdo e o contexto da sua produção.

De acordo com a bibliotecária, esses 14 livros do ICMC são considerados raros por um critério brasileiro da Biblioteca Nacional. Nesse critério, todos os livros publicados até 1841 são considerados raros porque após esse período, quando se inicia o Segundo Reinado Brasileiro, se desenvolve a produção gráfica no Brasil, produzindo livros em maior escala.

Todos esses fatores convergem em uma série de critérios que tornam o livro raro. Ela explica que esses livros passaram de mãos em mãos até chegarem ao ICMC. “A grande maioria dos livros que temos sabemos que vieram da EESC. Alguns desses livros passaram antes pela Reitoria da USP, que os repassou para a Escola de Engenharia de São Carlos e quando fundaram o ICMC chegaram a nós”.

O acervo conta também com muitas revistas e fascículos raros que são anteriores a 1841. Para as revistas, a raridade está tanto nos fascículos, individualmente, como na coleção como um todo. Há mais de uma centena de livros que são muito antigos, posteriores a 1841, considerados clássicos ou especiais. Pode ser que haja alguns raros dentre eles por serem especializados e de autores renomados como Albert Einstein, por exemplo, mas como dito acima necessitam de uma pesquisa mais aprofundada para serem classificados oficialmente como raros.

Juliana explica que, para avaliar a raridade dos livros, os bibliotecários fazem cursos específicos. Ela própria já fez cursos com bibliotecários da Biblioteca Nacional e da Biblioteca Histórica do Itamaraty, ambas no Rio de Janeiro. “O que faço aqui é um levantamento preliminar das características que a obra possui, levantando hipóteses, mas esse processo necessita da avaliação de um especialista. Para essa análise usamos obras de referência, dicionários bibliográficos, catálogos antigos e livros históricos que existem para identificá-los”, conclui.

Mais informações sobre a Biblioteca Professor Achille Bassi do ICMC ou sobre o seu acervo, através do telefone: 16-3373 9625, ou por e-mail: eventos@icmc.usp.br

Fonte: Assessoria de Comunicação do ICMC"
Publicado originalmente http://www.portaluniversidade.com.br/noticias-ler/biblioteca-da-usp-sao-carlos-possui-titulos-com-mais-de-200-anos/2819

terça-feira, 22 de março de 2011

Biblioteca Guita e José Mindlin ganha nova sede na USP

"Inauguração está prevista para 25 de janeiro de 2012. Acervo está temporariamente indisponível para visitas

A inauguração do prédio da Biblioteca Guita e José Mindlin na USP (Universidade de São Paulo) já tem data marcada. Segundo o coordenador do projeto Pedro Puntoni, conforme apurou a Agência Estado, o acervo do bibliófilo, falecido há um ano, será aberto ao público no dia 25 de janeiro de 2012, dia do aniversário da cidade de São Paulo.
A biblioteca, doada à USP em 2006, sairá da casa de Mindlin e ganhará um espaço próprio na universidade. Com a mudança, o espaço dedicado aos livros não tem mais poltronas ou mesas para receber visitantes.
A construção da nova sede já está em fase de acabamento. O prédio de 14 mil m² terá três andares revestidos de vidro, com auditório, espaço de exposições e um café. O espaço, posteriormente, também passará a ser sede do Instituto de Estudos Brasileiros e de sua biblioteca com mais de 140 mil volumes.
A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin abriga e integra a brasiliana reunida ao longo de mais de oitenta anos pelo bibliófilo José Mindlin e sua esposa Guita. São cerca de 17 mil títulos ou 40 mil volumes. Parte do acervo doado pertencia ao bibliófilo Rubens Borba de Moraes, cuja biblioteca foi guardada por Guita e José Mindlin desde a sua morte."

Publicado originalmente http://noticias.universia.com.br/publicacoes/noticia/2011/03/09/799506/biblioteca-guita-e-jose-mindlin-ganha-nova-sede-na-usp.html

quinta-feira, 20 de maio de 2010

FD descumpre prazo de transferência de livros

Heloisa Fávaro | Publicado em 18.05.2010 – 365 (mai/2010), universidade
Terminou, no dia 8 de maio, o prazo assumido pelo diretor da Faculdade de Direito (FD), Antônio Magalhães Gomes Filho, para remover os livros das bibliotecas departamentais que estão encaixotados desde fevereiro no anexo IV, prédio próximo à Faculdade onde já funciona o novo espaço físico da biblioteca, e retorná-los ao antigo prédio.

Magalhães tomou a decisão para que os alunos voltassem a ter acesso aos livros. No entanto, apenas a metade do acervo retornou ao prédio de origem, informa Renan Fernandes, representante discente da graduação. A necessidade de transferência foi agravada por um vazamento de água que atingiu o anexo IV no último dia 3.

O ocorrido fez com que o Ministério Público Federal entrasse com pedido de liminar contra a FD, que foi assinada no último dia 8 pela juíza Fernanda Soraia Pacheco Costa, substituta da 23ª Vara Federal Cível de São Paulo, determinando prazo de 72 horas para que os livros fossem removidos do anexo IV, a partir da intimação. Até o fechamento dessa edição, a assessoria da Justiça Federal não tinha previsão de quando a intimação ocorreria.

A liminar exige que a mudança seja feita sob a supervisão de especialistas da Biblioteca Nacional, que devem ainda avaliar um possível tombamento das bibliotecas departamentais pela União. O documento também determina que os livros sejam alojados em estantes adequadas dentro de 30 dias e exige um laudo do Corpo de Bombeiros em 15 dias. Os prazos também dependem da data da intimação.

Competência Estadual
O Centro Acadêmico XI de Agosto entrou, no último dia 7, com representação para o Ministério Público Estadual, solicitando o retorno dos livros. O presidente do C. A., Marcelo Thilvarquer, mesmo acreditando que o caso não é da competência do MPF, diz ser importante uma decisão jurídica além da representação política do C. A.

Fortes pressões
A transferência da biblioteca ocorreu no dia 25 de fevereiro, último dia da gestão do ex-diretor da FD e atual reitor, João Grandino Rodas. Na época, funcionários alegaram que a mudança não foi avisada com antecedência e não foi feita supervisão de especialistas. Philvarquer diz que, no caso da biblioteca, a diretoria atual da FD sofre os reflexos da gestão antiga. O representante discente Renan Fernandes concorda que haja a influência do ex-diretor no caso da biblioteca. “O nosso diretor está sujeito a muitas pressões políticas de todos os lados, inclusive da reitoria”, diz.

Publicado originalmente: http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2010/05/fd-descumpre-prazo-de-transferencia-de-livros/

terça-feira, 18 de maio de 2010

Reitor da USP esclarece alunos sobre biblioteca

O que está em jogo não é a nova localização das Bibliotecas dos Departamentos, nem o nome das salas, é muito mais do que isso. É a modernização da FD; a continuidade do projeto pedagógico e da grade curricular; a posição da FD na vanguarda do ensino jurídico brasileiro". A afirmação, em tom de desabafo, faz parte do ofício circular do reitor da Universidade São Paulo, João Grandino Rodas, distribuido à comunidade universitária de São Paulo, nesta segunda-feira (17/5).

No documento, o reitor, que foi diretor da Faculdade de Direito da USP de agosto de 2006 a janeiro de 2010, presta esclarecimentos sobre a polêmica formada em torno da transferência da biblioteca e da designação de salas de aulas da escola com nomes de ex-alunos. "A oposição aos conceitos acima se faz por vários pequenos grupos, cujo único ponto agora em comum é conseguir bandeiras para seus próprios objetivos".

Além de deixar claro que a contestação às medidas tomadas pela diretoria da Faculdade de Direito tem motivação política e corporativista, Grandino Rodas justifica o que está sendo feito na Faculdade do Largo São Francisco, do ponto de vista administrativo e técnico. Segundo ele, a os livros que estão sendo transferidos de lugar são a chamada Biblioteca dos Departamentos, enquanto o acervo histórico permanece no prédio antigo da Faculdade, onde sempre esteve.

"O que fazer agora para regularizar a questão das bibliotecas?", pergunta o reitor e ele mesmo responde: "Cabe à direção da FD decidir pela volta ou não do acervo para o prédio principal, sopesando o impacto futuro de tal decisão em termos de: segurança (inclusive a elétrica); de espaço para salas de aula; e, finalmente, de poder reabrir total e mais rapidamente a antiga Biblioteca dos Departamentos".

Quanto às novas salas de aula, elas receberam os nomes de dois ex-alunos ilustres — Pinheiro Neto e Pedro Conde — que fizeram doações para a sua reforma e seu devido aparelhamento. Segundo o reitor, é uma prática antiga na escola dar nomes às salas da faculdade, e as designações contestadas foram devidamente aprovadas pela Congregação de professores. "Há salas na Faculdade de Direito com nome de não professor – a Sala Visconde de São Leopoldo. Por outro lado, em nível de Universidade de São Paulo, inexiste proibição de se colocar nome de aluno ou de terceiros: A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, tem o nome do doador do respectivo terreno; há na Escola Politécnica, um prédio nominado Olavo Setubal, ex-aluno ilustre e doador", diz a nota do reitor

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sábado, 15 de maio de 2010

Vice-diretor da faculdade de Direito da USP pede afastamento

Sindicância vai investigar atitude de Casella, que teria tentato revogar ordem de remoção de livros
14 de maio de 2010 | 19h 54
Carlos Lordelo - Estadão.edu
Alvo de sindicância, o vice-diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Borba Casella, pediu nesta sexta-feira afastamento do cargo por um período de 30 dias. Enquanto isso, uma comissão formada por professores vai investigar se ele tentou revogar ordem de transferência dos livros da biblioteca do edifício anexo, na Rua Senador Feijó, para o prédio histórico, no Largo São Francisco, contrariando decisão judicial e ordem do diretor da unidade, Antonio Magalhães Gomes.

Para protestar, os estudantes se negam a assistir aulas desde quarta-feira, mas retornam às atividades na segunda. "Talvez ele esteja querendo ganhar tempo. Vamos continuar indo atrás de sua renúncia", diz Marcelo Thilvarquer, aluno do 3º ano e diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto. A sindicância deve ser instalada na próxima reunião da Congregação, instância máxima da faculdade, marcada para o dia 27 de maio.

A decisão sobre a sindicância foi tomada ontem, em reunião da Congregação. Casella deixou a sala protegido por outros professores. Na porta, cerca de cem estudantes gritavam palavras de ordem e pediam seu afastamento.

Na sexta-feira passada, Casella teria ameaçado funcionários para evitar a remoção, contrariando o diretor, Antonio Magalhães Filho, e uma decisão judicial. Professores afirmam que Casella é ligado ao ex-diretor, João Grandino Rodas, responsável pela mudança do acervo para o prédio anexo, na Rua Senador Feijó - e que estaria pressionando pela mundança.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,vice-diretor-da-faculdade-de-direito-da-usp-pede-afastamento,551965,0.htm