Compartilho com vocês um repositório de textos, trabalhos e etcs. sobre biblioteconomia, arquivologia e outros que tais.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Repositório sobre biblioteconomia e Arquivologia
Postado por crb8saopaulo às 12:32 0 comentários
Marcadores: Arquivologia, biblioteconomia, Esnips, Repositório
Livros digitais criam novas chances de acesso à leitura
Sucesso depende ainda da solução de gargalos ligados ao custo e hábito
Por Roberto Machado
Os leitores digitais são aparelhos leves e finos capazes de armazenar centenas de livros em sua memória. Além da possibilidade de leitura, o próprio aparelho mantém a opção de ditar o texto armazenado. A conexão com a nternet - através da rede 3G - permite ainda a interação com outras notícias e a compra de livros.
Para evitar os tradicionais cansaços nos olhos ocasionados pela alta luminosidade do computador, o novo aparelho simula a sensação da leitura em papel. A chamada tinta digital não recebe interferência da luz ambiente, tampouco da solar. A tecnologia serve ainda para economizar a bateria do leitor.
A chegada dos livros digitais abre um novo potencial de popularização da leitura no Brasil. O País, que segundo levantamento Retratos da Leitura, realizado em 2008 pelo IPL (Instituto do Pró-Livro), tem cerca de 45% da população fora de contato qualquer tipo de leitura, poderia aproveitar a nova tecnologia para mudar o panorama. A chance, entretanto, esbarra em alguns gargalos que as novas tecnologias carregam, como adaptação aos novos formatos, aceitação dos escritores e público, reformulação do modelo de negócio e acesso aos aparelhos necessários para a leitura.
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Postado por crb8saopaulo às 06:23 0 comentários
Marcadores: leitura, livro eletrônico
Bibliotecas vão receber R$ 53,6 milhões de investimentos
Investimento do Ministério da Cultura em parceria com estados e municípios beneficiará 1,4 mil equipamentos culturais, entre bibliotecas públicas e comunitárias e iniciativas da sociedade de incentivo à leitura
Bibliotecas púbicas e comunitárias e iniciativas de promoção à leitura vão receber R$ 53,6 milhões em investimento do Ministério da Cultura em parceria com estados e municípios. As ações do Programa Mais Cultura contemplarão a modernização de 660 bibliotecas públicas municipais e a premiação de 773 iniciativas da sociedade civil, entre pontos de leitura e bibliotecas comunitárias. Já estão abertos os editais no Acre, Ceará, Fortaleza/CE e Canoas/RS e a partir de amanhã (1º de julho), começam as inscrições em São Leopoldo/RS e nos estados da Bahia e da Paraíba.
Os investimentos fazem parte do Programa Mais Cultura, em uma ação federativa – em que o recurso do MinC é descentralizado para estados e municípios, que entram com contrapartida. Do total, R$ 33,8 milhões serão do MinC e o restante dos parceiros. A ação é uma das estratégias do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) visando a democratização do acesso ao livro e a formação leitora.
“Para nós, do MinC, a biblioteca tem de ser um espaço público dinâmico, um centro cultural identificado com a formação leitora. Por conta disso que lançamos os editais descentralizados, visando transformar e qualificar os espaços leitores existentes hoje”, diz Fabiano dos Santos Piúba, diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura.
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Postado por crb8saopaulo às 06:18 0 comentários
Marcadores: Bibliotecas Públicas, MinC
Cursos na FEBAB
A FEBAB está com inscrições abertas para cursos à distância.
Para obter mais informações e se inscrever acesse o site www.febab.org.br em cursos EaD ou peça informações pelo email secretaria@febab.org.br
Postado por crb8saopaulo às 06:15 0 comentários
VI Encuentro Internacional de Catalogadores

De 27 a 29 de outubro próximo, acontecerá na Universidade da Costa Rica o VI Encuentro Internacional de Catalogadores, sob o tema "Aplicaciones Tecnológicas y la nueva normativa en el procesamiento técnico de la información: una visión para el cambio”.
Informação repassada pela colega Concilia Teodósio
Postado por crb8saopaulo às 06:03 0 comentários
Marcadores: Catalogação, Encontro Internacional
Livrarias, bibliotecas e outros paraísos
Ana Elisa Ribeiro
"O primeiro passeio por uma livraria já vai longe. Na verdade, nem me lembro dele, sequer vagamente. Talvez tenha vindo tarde, já em meados da adolescência, quando algum dinheiro sobrava dos lanches não comprados na escola. Assim, forçando a memória, me vem uma livraria Siciliano de um shopping, então recém-inaugurado, no centro da cidade de Belo Horizonte. Uma Siciliano pela qual nutri imenso carinho ao longo de vários anos. Uma livraria que cobicei, com a qual sonhei e que me ajudou a encorpar a estante de livros de poesia contemporânea que ostento até hoje, no hall dos quartos, em minha casa.
Na infância ou pouco depois, não me lembro de passeios por corredores e prateleiras em livrarias da cidade. Não era um passeio promovido nem por pais, nem por tios, nem padrinhos ou amigos. Se bobeasse mais um pouco, era o tipo de turnê que ninguém desejava fazer. Talvez nem eu mesma, antes, diante da falta de quem me apresentasse essa espécie de flanérie.
Lembro, isso sim, dos passeios pelas bibliotecas públicas. A ideia geral (e aprendida em casa) era a de que livros são emprestados. Não havia razão para se comprá-los ou para mantê-los em cárcere privado. Algo assim norteava a ideia de que se deveria ser sócio de uma biblioteca pública. Em algum momento, fui obrigada, então, a fazer uma carteirinha da biblioteca (parca e feia) do bairro ao lado. Um prédio escuro, no fundo de uma escola pública, era, então, o abrigo de uns livros poucos e mal-conservados. Tenho cá, até hoje, esse cartão de papel, com uma foto três por quatro impublicável, que me dava direito a alguns empréstimos de livros, com restrições normais de instituições de empréstimo. Havia lá umas regras de uso e umas datas de devolução. O carimbo torto entre as linhas do cartão dá prova dos livros que achei e que peguei naquela filial da biblioteca pública estadual.
Leia o restante desta cronica de Ana Elisa Ribeiro em Digestivo Cultural
Fonte; http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=3099&titulo=Livrarias,_bibliotecas_e_outros_paraisos
Postado por crb8saopaulo às 05:53 0 comentários
Marcadores: bibliotecas escolares, Bibliotecas Públicas
O futuro não é tão sombrio
Belo artigo de Ignácio de Loyola Brandão no jornal o Estado de São Paulo desta sexta-feira.
Treminhões imensos, repletos de cana metros acima do permitido, correm à nossa frente, as rodas da direita no acostamento de terra, enchendo nossos olhos de poeira vermelha. A estrada corta canaviais e sinto-me em labirintos dos quais nunca mais vou sair, para onde se olha é verde, verde. Aqui e ali, talhões de terra onde a cana já foi cortada e regados pelo restilo fedorento que ajuda a recuperar a terra para uma nova safra. Torres altíssimas servem às servidoras de celulares e você pode ver caboclões, de mãos calosas, dirigindo o trator e falando ao telefone móvel, como dizem em Portugal. Quem imagina o interior bucólico, desista. Quitandas, empórios, armazéns, cinemas, tudo cedeu lugar aos supermercados e shoppings. E igrejas das mais diferentes religiões. Mas neste novo interior há um processo que me interessa muito, o da revitalização das bibliotecas. Finalmente se está olhando para um dos momentos mais importantes na criação de leitores.
Começam a desaparecer as bibliotecas escuras, colocadas numa saleta no fundo das prefeituras, com acervos mínimos, em geral livros de carregação doados por caridosos locais, administrados por velhos funcionários encostados à espera de aposentadoria. Entra aqui também a ação de bibliotecárias tenazes, resolutas, que com criatividade e zelo mudam tudo ao seu redor. Percorri centenas de quilômetros do interior paulista, conversando em cinco cidades, dentro do projeto Viagem Literária. Em Jaboticabal, o trabalho de Mônica Reino, do Departamento de Cultura, aliada à biblioteca, colocou 600 pessoas na plateia de um antigo cinema restaurado. A biblioteca da cidade, com 42 mil volumes, está instalada em um solar magnífico, conservadíssimo, espaçoso, iluminado, doação de uma fazendeira que adorava livros. Visitava a biblioteca e comentei com uma funcionária a calma. "De manhã é assim, mas à tarde é um fervo." Maravilhoso, há décadas não ouvia o termo. Fervo = agitado, movimentado. Em Descalvado foi comovente, porque Maria Lúcia Izeppi, bibliotecária, e Rosinês Gabrieli, secretária de Cultura e Educação, lotaram o auditório, havia mais de 200 pessoas. Em seguida, ela mudou o velho ritual. Em lugar de um jantar para poucos, ofereceu ? e adorei ? um lanche junino, mesmo porque era época das festas. Refrescos, quentão, cachorro-quente, pé de moleque, broas de milho, bolo de fubá, sanduíches e doces caseiros. O papo mudou do auditório para o meio dos livros. À entrada, fui recebido por Carlos Drummond de Andrade me dizendo versos sobre livros. Era um ator vestido a caráter. Na manhã seguinte, na saída do hotel, esperando o carro, conversava com uma senhora, quando ela viu uma pessoa se aproximar pé ante pé, atravessando a praça. Comentou: "Lá vem ela para ficar curiano. Vendo quem chega e quem vai." Curiano, misto de curiosidade e olhando, já que no interior se elimina o "d": andano, visitano, pesquisano, trabalhano. Não, a linguagem acariocada da Globo não matou certas coisas.
Localizar Cruz das Posses, distrito de Sertãozinho, foi um perereco, como se diz no interior. Perdidos nos canaviais, ansiávamos por uma plaquinha que nos garantisse não estarmos perdidos. Ao mesmo tempo, adorava o sabor de aventura, não mais me reencontrar. A cidade se chamava Santa Cruz das Posses, depois abreviaram. O nome vem de um dos pioneiros, homem de muitas posses. Pequena biblioteca, mas Ana Lucia Trovo, uma bibliotecária alucinada por livros, por fazer, promover, estimular crianças e adultos, criar feiras, eventos. Tudo debaixo dos olhos sonhadores da secretária de Educação e Cultura de Sertãozinho, Maria Dirma Francisco. No meio da tarde, ali estavam jovens, crianças, pessoas de meia-idade e meia dúzia de mulheres de 80 anos, que me ouviram, perguntaram, e saíram pouco antes porque "iam tomar parte em outra atividade". Pensar que meus avôs, tios-avôs, velhas tias ficavam em casa, dormiam cedo e se enfastiavam na modorra no nada acontecer. Bolachas e biscoitos caseiros, quitutes saborosos enchiam as mesas.
Leia o artigo de Ignácio Loyola na integra em http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100702/not_imp575060,0.php
Postado por crb8saopaulo às 05:48 0 comentários
Marcadores: Bibliotecas Públicas, Ignácio Loyola Brandão