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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Só 12 cidades da região têm arquivos municipais

"Levantamento do Arquivo Público do Estado crescerá com visitas in loco

Para especialista, o principal empecilho é que os prefeitos não sabem que criar o órgão é uma obrigação por lei

JULIANA COISSI DE RIBEIRÃO PRETO

Documentos públicos, mapas e fotos que resgatam a memória da região de Ribeirão Preto praticamente caíram no esquecimento na maioria das cidades.
Só 12 das 89 prefeituras da região possuem um arquivo municipal para armazenar documentos e permitir o seu acesso ao público, segundo levantamento preliminar do Arquivo Público do Estado.
O número baixo segue tendência estadual: somente 67 municípios paulistas possuem arquivo do tipo. A situação, porém, evoluiu se comparada a 2003, quando o órgão existia em 33 cidades.
Na região, pela lista, estão Ribeirão, Franca, São Carlos, Araraquara e Barretos. Entre as demais cidades, constam Aramina, Igarapava, Jaboticabal, Nuporanga, Serrana, Taiaçu e Taiúva.
O levantamento começou em 2003, com base nas informações das próprias cidades e do Conarq (Conselho Nacional de Arquivos).
Mas o número deve se alterar a partir deste ano. Com a contratação de mais funcionários, o arquivo estadual vai visitar as cidades e saber se de fato os órgãos funcionam ou só estão no papel.
É o caso de Serrana. Apesar de constar na lista, a prefeitura admite não ter um arquivo municipal.
Por outro lado, também devem entrar na lista cidades não inclusas, mas que mantêm seus arquivos.
São Simão, por exemplo, possui um museu histórico com documentos públicos, dispostos em caixas. E há uma iniciativa de torná-los mais acessíveis.
Segundo a responsável pela assistência aos municípios do arquivo estadual, Camila Brandi Bentes, o maior desafio com as prefeituras é vencer o desconhecimento.
"Muita gente não sabe que isso não é apenas um projeto cultural. Ter arquivo é uma obrigação do município."
Uma lei federal de 1991 diz que prefeituras, Estados e União são obrigados a manter um espaço próprio para guardar documentos públicos, com profissional responsável, e tornar parte desse acervo acessível ao público.
Para fazer valer a lei, o arquivo recorreu ao Ministério Público Estadual, que tem cobrado de prefeitos a instalação do órgão. Ter um espaço físico e funcionários é outra dificuldade, diz Bentes.
Criado em 1991, junto com a lei federal, o arquivo de Ribeirão ocupa um espaço que seria improvisado, mas que é o mesmo há 15 anos.
Na casa alugada, de 500m2, as pastas estão literalmente empilhados. Parte foi coberta com plástico para proteger de goteiras.
O acervo reúne cerca de 400 mil documentos e há intenção da prefeitura de removê-los para um amplo prédio.
Para a historiadora do órgão, Tânia Registro, a pouca quantidade de arquivos nas cidades da região serve de alerta. "Arquivo não é só a memória do passado, mas é o acesso à informação."
Publicado originalmente: http://www.jornalahoraonline.com.br/cidade/integra.php?id=11896

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Biblioteca escolar virou problema nas escolas de SP

Deu no blog do Galeno

"Pegando o caso de Ribeirão Preto (SP), a Folha de S.Paulo mostra que biblioteca escolar virou problema e não solução nas escolas estaduais em São Paulo. Salas trancadas, livros empilhados, falta de profissionais para atender etc. Bibliotecários, então, nem pensar! São Paulo tem um índice baixíssimo, no Censo Escolar, de bibliotecas escolares na rede estadual. Não pode levar mais do que 4 anos para instalar uma biblioteca escolar em cada escola e abrir concurso para bibliotecários na rede. Leia a reportagem."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

VII SEMANA DE ESTUDOS EM CIÊNCIAS DA INFORMAÇÃO

“Novos Desafios e Perspectivas para a Ciência da Informação”

A Semana de Estudos em Ciência da Informação é um evento realizado anualmente pelo curso de Ciências da Informação e Documentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto.

A semana tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos e idéias entre alunos de graduação, docentes, pesquisadores e outros profissionais da área de Ciências da Informação através de palestras, oficinas, mesas de debate e apresentações culturais. Assim, a cada nova edição, a SECID propõe a discussões de temáticas pertinentes para o campo da Ciência da Informação e suas áreas correlatas.
Em 2010, será realizada a VII Semanana de Estudos em Ciências da Informação: novos desafios e perspectivas para a Ciência da Informação, que acontecerá entre os dias 27 de Setembro a 1º de Outubro de 2010. O evento contará com importantes representantes da área para discutirem temas como espaço de trabalho, pesquisa e novas reflexões sobre a atuação do Profissional da Informação. A professora Concilia Teodósio, tesoureira do CRB8, será uma das palestrantes com o tema MARC21.

Além de palestras, o evento também promoverá apresentações culturais, minicursos e exposições.

Inscrições, Programação e outras informações no site: http://dfm.ffclrp.usp.br/secid/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

II ENCONTRO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECA ESCOLAR:

Marque na sua agenda:

Dias: 23, 24 e 25 de junho de 2010Local: USP – Ribeirão Preto
Participe.

Apresentação de pôster: enviar resumo informativo até 13 de junho 2010 para o e-mail bibliotecaescolar@dfm.ffclrp.usp.br.

Informações e inscrições até 18/06 pelo site:
http://dfm.ffclrp.usp.br/biblioteca

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ribeirão é a pior em censo de bibliotecas

Cidade é a última entre os municípios da região com mais de 100 mil habitantes; São Carlos lidera lista

DA FOLHA RIBEIRÃO

O Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, produzido pelo MinC (Ministério da Cultura), colocou Ribeirão Preto em 246º lugar no ranking das 263 cidades com mais de 100 mil habitantes do país.
A cidade tem apenas uma biblioteca pública municipal e foi a pior da região no ranking do MinC. O estudo também mostrou os municípios onde não há nenhuma biblioteca municipal -são sete na região.
A secretária da Cultura de Ribeirão, Adriana Silva, disse que mais importante do que aumentar o número de bibliotecas municipais é qualificar a que já existe na cidade.
Para isso, a secretária disse que busca verba de R$ 8 milhões no BNDES para passar a biblioteca Guilherme de Almeida, que hoje fica no prédio da secretaria e tem 13 mil exemplares, para o prédio da antiga Cianê, ampliando o acervo para 100 mil livros.
"Não tenho nenhum orgulho da nossa atual biblioteca, ainda mais numa cidade que tem uma Feira do Livro do tamanho da nossa. Mas acredito que qualificando a Guilherme de Almeida poderemos dar o respaldo necessário para o município, juntamente com os pontos de leitura já existentes", disse.
Além da Guilherme de Almeida, Ribeirão tem outras bibliotecas privadas, mas de acesso público. Entre as principais estão a Altino Arantes e a Padre Euclides, que comemora 107 anos de existência em 2010 e reinaugurou ontem seu auditório principal.
Na região, a cidade mais bem colocada foi São Carlos, com quatro bibliotecas - ficou em quinto na lista nacional.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Carlos, ainda há outras 14 bibliotecas espalhadas em escolas e pontos de leitura.
As bibliotecas contam com um sistema integrado, o que, para a prefeitura, é o grande trunfo. O sistema permite que, sem sair de casa, os usuários procurem um livro e descubram em qual unidade está.
Todo o acervo público das bibliotecas municipais de São Carlos também está disponível em um catálogo on-line, que pode ser consultado por meio do site da prefeitura.

Publicado originalmente em 04/05/2010 no jornal Folha Ribeirão